Acerca de

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Ginga é rito, é narrativa, é símbolo, é dança, é jogo, é arte e luta!

Na capoeira, os corpos que jogam parecem dizer:

“Caro Irmão de luta por aqui alguém poderia te derrubar". Os tambores, porém, o pandeiro e o berimbau, todos feitos e tocados à muitas mãos, não te permitem parar tempo o suficiente na vulnerabilidade e é com um sorriso e um abraço, com um praticar coletivo, com ritmo, que a dança segue, a roda gira, os laços se intensificam e o bando se prepara mutuamente para defender-se pelo mundo, quando necessário for. O movimento é o que garante a evolução coletiva.

 

A música e as ritualísticas dos grupos não-brancos foram proibidas, perseguidas, subvertidas, mal narradas e, por fim, apropriadas pelo sistema que tem a nós, pessoas negras, indígenas, latino-americanas, asiáticas, africanas, afro-americanas, mulheres, LGBTQIA+ , pobres e pensantes como alvos de seus ataques violentos e sistemáticos.

 

A proposta deste núcleo é estudar as narrativas da nossa gente.

A proposta é descobrir nossas próprias formas de expressão e de laço.

A proposta é ensinar e aprender sobre nossas vulnerabilidades, nossa força, sobre a estrutura e sobre suas organizações. Aprender entre os nossos e agir coletivamente mostrando que a nossa ginga tem um ritmo potente e complexo.

 

É preciso ser ágil e flexível.

É preciso ter ginga para maleabilizar a estrutura.

“É preciso estar atento e forte”.

Sobre o Núcleo

O núcleo é composto de 3 atividades principais:

GRUPO DE ESTUDOS

Com a psicanalista, musicista, e professora Vanessa Rodrigues.

Acontece a cada 15 dias e nele Vanessa promove uma visão psicanalítica de obras literárias de autores negros e suscita o debate dos membros do núcleo sobre as estruturas racializantes, sobre as subjetividades brasileiras e sobre o pensamento e a atitude antirracistas.

 

No grupo de estudos contamos nossas próprias experiências e nossos afetos particulares com cada obra e encontramos atitudes possíveis para levarmos à força tarefa.

O próximo livro a ser trabalhado é "Tudo sobre o amor - novas perspectivas" de Bell Hooks.

FORÇA TAREFA

Esta é a parte prática da ginga do nosso bando.

Nosso coletivo se comunica por uma plataforma independente e organiza intervenções artísticas, disparos de hashtags, encontros presenciais e ações antirracistas, descolonizadoras e de resistência política.

 

Inscreva-se gratuitamente no núcleo para receber as coordenadas e entrar para a luta.

CURSOS E EVENTOS

O núcleo promove webinars, oficinas, cursos de extensão e de qualificação, sob o olhar antirracista em disciplinas como a psicanálise, a filosofia, a arte e a educação.

 

Inscrevendo-se no núcleo você recebe descontos exclusivos e avisos em primeira mão.

Método Grada

Vamos juntos, Gradativamente nos treinando mutuamente em arte antirracista.

“A história colonial tem sido muito negada no mundo ocidental, mas se trata também de um processo. E não é um processo moral. É muito importante lembrar que racismo, no meu entender, não tem a ver com moralidade, tem a ver com responsabilidade.

 

É um processo psicológico que começa com a absoluta negação. E depois passa à culpa – “sim, mas não fui eu, são vocês” – também está muito ligado à descrença – “não acredito, não foi assim, foi de outra maneira” –, depois se transforma em vergonha.

A vergonha é um processo muito construtivo porque é o momento em que as pessoas se repensam e começam a reparar que, talvez, a forma como elas se veem não é a forma como os que estão na marginalidade as veem; que, talvez, sejam imagens diferentes.

 

E começam, então, a construir um quebra-cabeça com essas várias peças. Talvez percebam que elas representam o poder, a opressão, e daí se perguntem: “Como eu começarei a desconstruir isso?”. Esse é o processo da vergonha – de reflexão, muito construtivo, que leva à outra etapa, que é a do reconhecimento. Descobrem-se vários conhecimentos, várias vozes e criam-se vários quebra-cabeças. Estabelece-se uma agenda mais diversificada, com a inclusão de mais artistas e outras perspectivas.

 

Isso leva à reparação, não a uma reparação financeira, mas a uma que dá espaço a mais vozes. Acho que é esse o processo, e nós do sul estamos sempre entre a negação e a culpa, a culpa e a negação – dançamos entre as duas.” 

 

- GRADA KILOMBA em entrevista para a revista CULT.

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